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quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Contextualizando a mudança de Cyrus
Desde há uns meses para cá, Miley Cyrus tem sido o centro das atenções, não só dos media, como também de todas as pessoas que tem acesso à internet. Sejam directa ou indirectamente publicados os juízos de valor sobre a cantora americana, a verdade é que todos temos uma opinião sobre o que se tem vindo a passar com a carreira e, até mesmo, com a vida pessoal desta rapariga, pois diariamente somos confrontados com novas imagens e críticas ao estilo de vida da mesma nas redes sociais.
Biografia:
Miley Cyrus nasceu em Nashville, no ano de 1992. Iniciou carreira de actriz aos 9 anos e aos 14 tornou-se internacionalmente conhecida através do seu papel principal na série Hannah Montana, da Disney Channel.
Entretanto, Miley lançou-se na música e já conta com quatro discos de originais: Meet Miley Cyrus (2007), Breakout (2008), Can't be tamed (2010) e Bangerz (2013).
Críticas:
Hannah Montana, figura principal da série para crianças e adolescentes com o mesmo nome, ditou a fama para Miley. Na ficção, Miley Stewart lutava pelo "melhor dos dois mundos": entre a fama de artista e o sossego de uma vida normal.
Os anos foram passando e Miley (da vida real) Cyrus foi crescendo. A personagem a que deu corpo continuava a passar nas televisões americanas e de todo o mundo, mas Miley já estava quase na idade adulta. O vínculo que a sua personagem criou com a Disney (na ficção), de menina de programa, doce, extrovertida, não lhe permitia psicologicamente (na vida real) comportar-se como uma adulta, mais crescida, mais atrevida, sem inocência.
Não somos novos nisto. Já conheciamos Britney Spears com um historial bastante parecido. A diferença é que Miley Cyrus insurgiu-se contra a imagem que passou através da Disney e, agora, quer mostrar ao mundo que já não é mais uma criança, mas sim uma mulher de atitude e desinibida.
Para se distanciar da antiga imagem, a cantora resolveu apostar em canções, videoclips e indumentárias inovadoras, ou melhor, provocadoras.
Com sucesso, a indústria musical reconhece-lhe o mérito da mudança - sem, porém, haver consenso no positivismo ou negativismo desta nova imagem.
A minha opinião:
Sem dúvida, Miley Cyrus tem o talento: boa voz, boa presença em palco, boa atitude e boa interacção com os fans. Actualmente, como ídolo de muitas jovens adultas e adolescentes, tem particular importância na forma de agir, de falar, de pensar e de vestir - a fazer jus ao conceito de ídolo.
As críticas que chegam todos os dias por intermédio dos seus concertos e aparições públicas, das suas publicações pessoais nas redes sociais e artigos dos media revelam que o comportamento de Cyrus ultrapassa o aceitável de um artista. As roupas transparentes, as fotos e gestos ousados da cantora contribuem propositadamente para essa nova imagem que a própria Miley pretende criar.
Sem dramas, Miley pretende apenas desvincular-se da imagem de menina. Quer mostrar-se ao mundo como dona de si: dos seus pensamentos, da sua carreira, do seu corpo. Tudo bem, e penso que ninguém se pode, ou consegue, opor a isso.
Apenas me pergunto no que será que os jovens, que acompanharam Hannah Montana, pensam agora sobre tudo isto? Todos eles também cresceram e, de certo, também mudaram. Para melhor ou para pior todos mudam. Mas o peso que a fama e a independência têm na balança de uma vida real podem fazer a diferença. Todos os olhos estão postos em cada movimento das estrelas.
Na minha opinião, Miley representa apenas uma legião de jovens com comportamentos, desejos e aspirações semelhantes. Ou será que minto quando afirmo que grande parte dos jovens consiste numa fotocópia das letras escritas por Cyrus e dos videoclips que a mesma interpreta? Não me considero a favor nem contra, a carreira é dela e acho que tem tido sucesso. Só acho que devíamos, antes de criticar, procurar observar ao nosso redor os comportamentos alheios e entender que, não só os tempos mudaram, como também mudaram as vontades e os estilos de vida.
Um pouco de rebeldia não faz mal a ninguém. Contudo, considero que a artista explora demais a imagem do seu corpo e abusa no consumo de drogas, a que a própria apelida de "sociais" (pastilhas e aditivos), e quase que punha as mãos no fogo em como um dia ela se vai arrepender disso. Como referiu Sinead O'connor, a indústria aproveita-se da fama de Miley Cyrus e vai explorando-a, mas psicologicamente ser-lhe-á difícil deixar esse estilo de vida. A própria já admite que se sente sozinha no mundo. Mas eu acho que ainda vai a tempo de redefinir os seus horizontes pessoais e enquanto artista, basta querer. Não são necessárias todas essas extravagâncias para se impr na música quando se tem talento.
Resumindo:
Go Miley, but be carefull. Keep your dream alive.
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
A febre do ask.fm
Há meses que vejo algumas pessoas a divulgarem nos seus murais de Facebook contas de uma determinada rede social chamada ask.fm.
Pelos comentários feitos nessas partilhas, logo me apercebi que era apenas mais uma daquelas redezinhas sociais para falarem de si próprios, exporem a vida dos outros e fazerem-se de vítimas.
Hoje, pela primeira vez, entrei na dita rede para me abstrair um pouco dos meus preconceitos sobre ela (ou para os acentuar ainda mais). Um perfil, uma pergunta e uma resposta, aliados a uma conta de Facebook, e está o pagode instalado. Não vi nada de interessante, nada que valesse realmente a pena o tempo que perdi a tentar compreender tamanha popularidade.
Juventude perdida... Só discussões, infâmias e ordinarices. Principalmente pela particularidade de se puderem colocar questões anónimas à outra pessoa. Pensei seriamente que os perfis falsos de Hi5, Youtube, Pinterest, Facebook, etc, que sempre circularam pelas redes, que obrigam a abertura de uma conta, conseguissem afastar este fenómeno do anonimato agressivo (pois mesmo utilizando contas falsas, o IP fica registado e a conta pode ser bloqueada). Mas poder simplesmente utilizar a rede sem um registo de conta, em pleno 2012/13 e afins, constitui um retrocesso em termos de identidade e privacidade no mundo das redes sociais.
Pessoalmente, tenho alergia a esse tipo de redes. Embora saibamos que a Internet é pública, e por isso tudo o que se posta, ainda que contenha máxima privacidade, é capaz de ser violada e vista por muitos, aderir a uma rede social dessas, com perfil e conteúdos públicos, na minha opinião, é totalmente insano. Ainda se utilizassem isso para saber se tal pessoa tem namorado(a) ou não, quais são os seus gostos, bancar o admirador secreto, ainda tinha a sua piada... mas os miúdos de hoje em dia só querem rir dos outros, armar confusões e parecerem os maiores.
O facto dos jovens portugueses terem aderido em massa a esta rede social, com estas características, e para estes fins, só demonstra o quão idiotamente foi criada esta próxima geração que vive das aparências e dos anonimatos. Imagino-os a fazerem um 25 de Abril no ask.fm: qual era mesmo a senha?; o que é uma revolução?; não gosto de ver os militares com aquela roupa, super out; força aí na AR fdp's que eu agora vou dar uns tiros no CS; hoje deitaram o governo abaixo f***-**, brutal os videos que meteram no youtube.
Menos ilusões, mais actos. Têm dúvidas? Esclareçam-nas pessoalmente com as pessoas certas. Cobardia já se tornou adjectivo obrigatório do português mesquinho que só se interessa por este tipo de coisas. Uma febre doentia pelo querer saber dos outros, esquecendo-se que também têm vida própria e até poderiam fazer algo de interessante com ela, offline.
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